Publicado: 17/08/2019

Como a San Remo superou a crise com a ajuda da Éxes.

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CIESC Redação

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Graças a Éxes, a San Remo viu suas dividas diminuirem drasticamente e pode voltar a crescer, mesmo em um cenário de crise.

Em 2015, a San Remo, empresa com histórico de mais de 37 anos de atuação na construção de imóveis residenciais e comerciais de alto padrão, concluiu um novo empreendimento icônico na cidade de Curitiba. O Pallazzo Lumini foi construído com atenção aos mínimos detalhes, usufruindo de toda a experiência da San Remo no desenvolvimento de imóveis de luxo. No entanto, a forte crise que assolou o país fez com que a velocidade de venda dos imóveis fosse abaixo da projetada.
Diante deste cenário adverso e devido ao fato de a empresa já ter iniciado o desenvolvimento de um novo projeto, houve a necessidade de, pela primeira vez em sua história, recorrer ao financiamento. A persistência da crise e os custos elevados da dívida, assumida sem qualquer estruturação, acabaram por elevar o endividamento da companhia. Outro fator que demandava acompanhamento de perto e dedicação da diretoria da companhia era o fato de a dívida ser de curto prazo e, por isso, não estar com o cronograma de despesas compatíveis com o seu fluxo de caixa, exigindo constante renegociação.

Éxes

A Éxes conheceu a San Remo em meio a este cenário, que é muito comum em grande parte das empresas brasileiras. Como neste caso, a situação foi muito agravada em função da extensa crise que vivemos no mercado local, mas em parte ocorre em função de algumas jabuticabas brasileiras.
Entendemos que em um país tão volátil como o Brasil é fundamental para as empresas terem suas dívidas alongadas, evitando a rolagem de parte significativa dessas dívidas em períodos em que a economia não esteja favorável. Adicionalmente, quando a empresa alonga o seu passivo, melhora o risco de liquidez e, consequentemente, o seu risco de crédito. Isso lhe permite reduzir a taxa junto a financiadores do curto prazo.
Da mesma maneira, ao diversificar as opções de financiamento e diminuir a dependência das poucas opções de bancos disponíveis, a empresa aumenta seu poder de barganha nas negociações e fica menos susceptível ao posicionamento de determinado credor.
Tudo isso passa a ser possível com as recentes mudanças macroeconômicas e a possibilidade de acesso ao Mercado de Capitais. No entanto, não basta o mercado estar evoluindo, as companhias precisam conhecer ou buscar assessoria de profissionais que conheçam o perfil de estruturas de financiamento e garantias que os investidores buscam.

Mercado de Capitais

O mercado bancário brasileiro foi se consolidando ao longo dos anos a ponto de termos três grandes instituições privadas e duas públicas que consolidaram boa parte dos produtos financeiros, seja para os investidores seja para as empresas.
No entanto, a digitalização e o sucesso de plataformas independentes, que disponibilizaram alternativas de investimento para os investidores, permitiram um processo de busca por produtos diferenciados que possam ser investidos diretamente pelos investidores das plataformas ou pelos gestores independentes com amplo conhecimento de determinado segmento do mercado financeiro, que também passaram a disponibilizar suas cotas nas plataformas de investimento.
A queda da taxa de juros brasileira para o seu menor patamar histórico acentuou este processo e fez com que investidores começassem a buscar alternativas de investimentos que pudessem proporcionar melhores retornos, mas mantendo um perfil de risco controlado. O crédito corporativo, ou crédito privado, se destacou dentre as alternativas de investimento, uma vez que concilia risco e retorno atrativos, sendo que no Brasil este tipo de investimento ficava concentrado nas carteiras proprietárias de poucos bancos. Desta forma, o mercado de capitais, que usualmente estava restrito às empresas listadas em bolsa e de grande porte, passou a ser alternativa para as demais empresas.

E a San Remo?

Voltando à San Remo, a Éxes teve a oportunidade de analisar em detalhe os ativos da empresa e as necessidades que ela possuía. Com base nessa análise, estruturou uma operação simples, utilizando como garantia os ativos que já estavam cedidos para os credores da companhia. O novo financiamento foi em volume suficiente para liquidar a totalidade dos créditos anteriores, sendo que o novo cronograma de amortização considerou proposital folga em relação ao fluxo de caixa projetado, além da possibilidade de liquidar a operação com os recursos da venda das garantias, evitando que a companhia tivesse que continuar a incorrer nos custos da dívida mesmo quando o propósito de vender os imóveis fosse atingido. Tudo isso reduzindo substancialmente o custo da dívida da empresa. Ah ... logo após a operação de alongamento ser anunciada, a companhia vendeu dois apartamentos. Será que os compradores, já decididos pela compra, estavam esperando a empresa se ver com baixa liquidez para propor grandes descontos na aquisição do imóvel e decidiram não adiar mais, quando viram que este cenário não iria se materializar?

Solução mágica?

De maneira alguma. Foi uma oportunidade em que a companhia não conhecia todas as alternativas de financiamento que surgiram com o recente avanço dos mercados de capitais e os financiadores que surgiram não eram as melhores opções disponíveis.
Consigo fazer a mesma coisa com a minha companhia?


Como falado anteriormente, não há solução mágica. No entanto, será um prazer estudar o seu caso para avaliar se existe alguma oportunidade que atenda às suas necessidades. Procure a Éxes, e vamos conversar sobre as possibilidades existentes dentro da realidade de sua empresa.
 

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